Pauê quer servir de exemplo para atletas com deficiência

26/07/2008 - , , , ,

A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre terá este ano, em sua 80ª edição, um estreante que não pensa em resultados. A intenção do santista Paulo Eduardo Chiefi Aagaard, o Pauê, é bem diferente e diz respeito ao esporte adaptado. “Estarei lá representando a categoria”, afirma o atleta, que tem o triatlo como sua especialidade.
O objetivo na prova do dia 31 é chamar a atenção em diversas frentes. “Quero estimular a prática de atividades físicas para deficientes, motivar o aparecimento de novos atletas, mostrar nossa realidade e despertar a atenção das autoridades”, enfatiza Pauê.

Pauê superou todas as adversidades decorrentes do acidente e, além de continuar a surfar (sua paixão desde a infância), transformou-se num triatleta. E vieram as conquistas, como o título mundial na categoria amputados bilateral, conquistado no México, e o 3º lugar no Pan-americano, no Rio de Janeiro. Paralelamente às competições, ele passou a desenvolver um trabalho social e empresarial com palestras e propostas relacionadas à inclusão do deficiente.

“Essa participação na São Silvestre, para mim, representará um marco para um ano que foi muito bom”, comenta o atleta, que será uma espécie de porta-voz de milhões de pessoas que enfrentam dificuldades no país em razão de algum problema físico.“Como eu disse, a intenção é chamar a atenção das autoridades, além de incentivar o trabalho de base e mostrar que existe um mercado possível e que dá retorno”.

Pauê cita números, destacando que 1/6 da população brasileira tem algum tipo de deficiência, sendo que 70% dessas pessoas vivem reclusas. Na São Silvestre, Pauê terá a companhia do triatleta e técnico José Renato Borges, o Mosquito. “Ele é uma pessoa que está ao meu lado desde o começo e não poderia ficar de fora desse momento. Estaremos correndo juntos, em mais uma mostra de igualdade, de que a inclusão social é perfeitamente possível”, explica. E a dupla terá mais uma companhia: uma equipe do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, que seguirá os passos dos dois atletas.

Profissionalismo – Pauê já viu de perto as condições que são oferecidas aos deficientes físicos em nações de Primeiro Mundo. “Estive na Califórnia e lá existem atletas paraolímpicos amadores e profissionais. Há essa divisão, tamanho é o desenvolvimento do esporte”, conta ele, que batalha para que ocorra o mesmo no Brasil. “O esporte pode colocar o deficiente com uma imagem digna perante a sociedade”, completa.

Fonte: Site São Silvestre

5 comentários

  1. Ivanildo Alves Bezerra disse:

    parabens meu guerreiro vc. é o maior exemplo de vida também faço parte deste quadro como amputado também tenho os meus desafios. vc. éo maximo
    aqui fica o meu grande abraço.
    sou fâsão seu .

    Ivanildo

  2. Pauê disse:

    Ivanildo,

    Agradeço suas palavras. Você sabe, assim como eu, que para vencer os maiores desafios, é preciso ter Deus no coração.

    Grande abraço irmão,

    Pauê

  3. Ana Paula disse:

    Parabéns Pauê, sou acadêmica d edf d SMO- SC. Adorei, me motivei e aprendi muito, mesmo vc falando q n veio ensinar mas contar sua história e q tds nós temos uma e infelizmente n damos o verdadeiro valor ao q temos. Espero q vc continue dando esse exemplo de vida!!.Vc é um Guerreiro.Obg, vou lembrar sempre.

  4. Pauê disse:

    Obrigado Ana Paula, fico feliz pelo seu comentário.
    Adorei ter estado com vocês em São Miguel do Oeste.
    Um grande abraço e espero tão breve, voltar!
    Pauê

  5. Gilvan Nascimento disse:

    PAUÊ, tenho um amigo em Porto Alegre, que é deficiente visual (cego) e está fazendo DIREITO, ele precisa fazer um trabalho, referente a pessoas como você e que tenha livro publicado, algo que ele possa lê com recursos de computador(programa especial).
    Por favor, entre em contato com ele.
    E-mail: renatos21@uol.com.br
    (ele é psicólogo e terminando direito…)

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